O amor está nas entrelinhas


Onde está o amor?, me perguntaram esses dias, já respondi de pronto que o amor está nas entrelinhas. Na linha tênue entre a saudade e a vontade de ver. No espaço que separa duas bocas que querem se encontrar, no brilho dos olhos de dois casais que estão apaixonados.

Ouso dizer que amor não se esconde, a gente pode até tentar, fazer pose, tentar um teatro, mas o amor sempre vai está nas entrelinhas, no riso frouxo quando os olhos se encontram, na vontade de querer ta perto. O amor está nas entrelinhas que foge a regra, como diria o poeta, autor de "eu me chamo antônio", o amor cabe até onde não tem cabimento, porque não caberia?, eu pergunto, nas entrelinhas de duas almas entrelaçadas.

Amor é sobre afeto, mas amor também tem estresse, divergência, cara amarrada, o amor tem mau humor, e em alguns dias ele não consegue da sequer uma risada. Amor é dia-a-dia, é correria, é uma saudade danada. Amor é o que nos faz ficar, porque no meio de nossas maiores imperfeições o amor se faz perfeito, queima, arde, inflama o peito. Nos acende e nos da vida, como nunca antes qualquer outro sentimento nos permitiu sentir, ou em um futuro próximo - ou distante - iremos vivenciar.

O amor está nas entrelinhas de dois mundos diferentes, duas almas singulares, dois mundos que passam a caminhar juntos de mãos dadas, sem se permitir soltar no meio das adversidades. Amor não é um conto de fadas, não é sobre príncipe encantado ou bruxa malvada, é sobre dois corações, tão humanos quanto se pode ser, fazendo do cotidiano um verdadeiro conto de fadas.

Joanderson Oliveira


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