Quando vens me ver?


Como eu te falo que estou morrendo de saudades, sem parecer louco ou paranoico?, - tudo bem, exagerei no paranoico, veia de Cazuza, você sabe como é! -. Ando meio sem jeito para falar, ando procurando palavras certas e arrumadas para te falar da melhor forma possível que eu te queria aqui, hoje, agora, para já.

Ando evitando perguntar, o coração aperta só de pensar que você vá dizer que infelizmente não vai pode vim esse fim de semana. Logo eu que sempre digo o quero, o que penso, como quero e porque quero, me vejo cheio de "dedos" para te dizer coisas.

É que eu te gosto tanto, que fico me perguntando se sou realmente bom para você, - loucura não é? - mas penso, tenho tentado te dar a melhor versão de mim mesmo que tenho conseguido, e enquanto busco essa perfeição insana, esqueço que você se apaixonou por mim, por minhas qualidades e defeitos, pacote completo, pelo meu jeito, que como você sempre me diz, não precisa de retoques.

É que eu te amo tanto que às vezes eu não sei como dizer, como expressar... ando procurando as melhores palavras e tenho tentado te entregar o melhor de mim. E ando com uma saudade absurda de você. Quando vens me ver?

Eu sei, eu sei, tem o trabalho, tem os estudos e outra porção de coisas. Mas não esquece, eu estou aqui. Já ensaiei as melhores conversas, para te falar de coisas bonitas, e para no meio delas soltar: "quando vens me ver?"

Deveria ser simples não é? Mas estou com medo. Medo de que você não possa, medo de que você não venha. Medo de explodir no meio de tanta saudade e gritar aos quatro ventos que quero que você chegue logo. Medo de te assustar, com minhas incertezas, inseguranças, memórias do passado, que em forma de poeira surgem em cima dos meus sentimentos.

Não me leve a mal, eu só estou com saudades, não é um crime, tampouco um pecado. Sua ausência dói. E eu te quero aqui. Fica um pouco, larga tudo, vem me ver. Os dias não tem sido nada fáceis, mas eu tenho tentado ser forte. Do tsunami que carrego aqui dentro, só tenho te contado de poucas ondas que surgem na praia.

Tenho me feito de forte, invencível e indestrutível, mas você sabe como realmente sou. Existem dias que preciso de colo, correção, preciso do seu colo, outro não serve, outro não completa, não afaga, não tem afeto.

Vou fechar os olhos, e esperar uma surpresa boa. E se não for pedir muito, vem me ver. Ando sem jeito para perguntar, tenho tentado bancar o namorado que compreende tudo. 

Dane-se esse papel, até minha compreensão está gritando de saudade.

Amor, vem me ver!

Joanderson Oliveira