Diante de todas as impossibilidades, você se fez possível


"Você acredita em alma gêmea?"

(...) me fizeram essa pergunta mais vezes do que eu posso lembrar, e eu nunca levei isso muito a sério, embora deva confessar que sempre tive vislumbres de um amor eterno, tão surreal quanto os de novela, eu nunca acreditei que isso fosse acontecer comigo.

Quantas oportunidades temos de encontrar o amor? Estive pensando nisso hoje. Ao pensar sobre isso, lembro de você, e um sorriso me escapa involuntariamente. Nos conhecemos, e por razões que eu talvez não saiba explicar seguimos caminhos separados, cada um com a sua vida.

Eu, como sempre tomando decisões que nem sempre entendo, mas todas feitas com o coração e com uma vontade filha da puta de ser feliz. Nessa busca segui a vida, conheci outras pessoas e escrevi uma história regada a lágrimas e alegrias, nada novo eu sei, mas tudo isso me levou até você, por mais contraditório que possa parecer.

Depois de um tempo e de uma rasteira que a vida me deu, eu levanto, recomeço e sigo. No hiato entre cair e levantar eu te reencontro, como se a vida tivesse me dando mais uma oportunidade, mais uma chance de ser feliz.

Se eu senti medo? Sim, muito. A gente fica mais cauteloso quando já sofreu um bocado. Mas você foi vencendo os meus medos, rompendo o mau tempo, certo de que a primavera chegaria, trazendo com ela um lindo céu azul, capaz de arrebatar os desejos mais secretos do meu peito apaixonado.

Diante de todas as impossibilidades, você se fez possível. Transformou os quilômetros em uma corrida, chamada saudade, tendo por prêmio o encontro, o abraço, o beijo, o seu beijo, aquele assim, que só você tem, que me deixa leve, sem ar, ofegante.

Você me mostrou que quem de fato quer arruma um jeito. E eu te admiro muito por isso. Hoje quando me perguntaram se eu acredito em alma gêmea, apenas sorri, pensei em você e disse em silêncio, "claro que acredito, como poderia não acreditar?!".

Eu que sempre pensei saber o que é amar, tenho aprendido com você que na verdade eu não sabia nada, mas confesso que estou amando aprender ao seu lado. Um dia de cada vez. Uma mensagem após outra. Um beijo depois do outro.

Nossa conexão não cabe na compreensão dos poetas, nem no imaginário dos escritores ou nas músicas dos apaixonados. Nossa conexão é singular, é sobre nós, e isso, poucos saberão explicar. Eu apenas sinto. E acredite é a melhor sensação que há.

Obrigado por ser singular no meio de tantos plurais!

Joanderson Oliveira

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