Que entre eu e você, nunca falte um nós


Quando e em que momento nos apaixonamos?

Cá estava eu com meus botões e devaneios pensando sobre isso. Lembro que durante um tempo conheci pessoas que não conseguiram pular o murinho que construí para proteger meu coração, depois de tantas quedas, fiquei com dó dele, então fiz uma pequena defesa, assim sabe, por precaução.

Eu não sei bem o momento em que me apaixonei por você, os mais românticos diriam que "ah, foi amor a primeira vista", eu por outro lado não confio muito nessa teoria, amor é construção, leva alguns dias.

Quando eu te vi ali, tão perto do meu coração, fiquei com medo, (assustado?), em silêncio dizia a mim mesmo: cuidado, só toma cuidado. Diferente dos outros você desarmava minhas defesas, e ao invés de reerguê-las eu apenas observava os seus passos.

"O amor é certeza?", dias desses me perguntaram, respondi que quando é recíproco sim, quando não, é incerteza, interrogação. O amor é tanta coisa, e nem é isso tudo que falam, é na maioria das vezes tudo aquilo que não vivem. O amor não é o que eu digo, é o que eu faço, o "eu te amo" só faz sentido quando ele sai da zona do dito.

Onde eu estava mesmo?, me perdi em meio aos meus pensamentos, sim, lembrei, eu estava em você e nos seus traços que me dão medo, desejo, euforia, excitação, que fazem com que eu me sinta vivo.

Eu que sempre fui certeza, vivo com você os dias mais incertos e felizes que dificilmente saberei descrever. Eu que já havia me acostumado as partidas fiquei estupefato com a sua chegada.

Entre um pensamento e outro, só peço que seja verdadeiro. Não faz muito tempo, fui no quintal, sem pretensão olhei pro céu, vi a lua, linda, poderosa e acima de tudo, romântica. Por um instante senti inveja dela...

Lá do alto ela pode te ver, só hoje ela já te viu algumas vezes, o teu ir e vir, teu andar, teu jeito de ser. Distraidamente ela olhou pra mim e me sorriu dizendo: "estou zelando do seu amor".

Fechei os olhos e agradeci, e disse a lua: você não sabe a sorte que tem, em poder ver o meu amor todos os dias.

Ah, amor meu, estamos iluminados pela mesma lua, e eu não sei se ela te disse, mas já te mandei por ela vários beijos meus (recebeu?).

Fecho os olhos novamente, e em silêncio faço um pedido: "...entre os que vieram e foram, seja você o amor que fica.

Que entre eu e você, nunca falte um nós.

Joanderson Oliveira