Me deixa ser tua reticência (...)


Me explica que rima é essa que tens em ti, que basta um toque e eu me arrepio por inteiro?, me fala que sensação fora do normal é essa que percorre minhas mãos enquanto elas dançam nas curvas do teu corpo?!

A verdade é que a poesia da tua pele é daquelas que a gente não se satisfaz só em ler, é preciso reler, para se (re)encantar uma vez mais. Que poesia é essa que se encaixa em mim, e faz com que eu me perca em devaneios irreais?, que toque é esse que me envolve e me leva a querer sempre mais?

Tua pele é poesia que os meus lábios sempre querem ler, teu beijo é um mistério que minha boca insiste em querer desvelar, teu abraço é abrigo onde fico, e onde quero sempre ficar.

Me deixa ser tua companhia no fim da tarde e o primeiro rosto que verás pela manhã, deixa que eu me esconda nesse teu abraço rimado, que mais parece um encontro de poesias que transcendem esse mundo racional.

Faz de mim tua reticência, a vírgula no meio da frase, a respiração ofegante durante o beijo, a mão que afaga teu corpo e aos poucos descobre os teus segredos.

Me deixa ser tua reticência, o teu encontro, a tua chegada. Me deixa ser a poesia que brinca e que te provoca pelas madrugadas, me deixa ser o teu arrepio na nuca, a mordida no fim do beijo.

Me deixe ser tua reticência poética...
A continuidade depois do beijo, do abraço, do cheiro, do arrepio e do desejo!

Joanderson Oliveira