Eles nunca irão entender nós dois...


Eu e você...

Nós dois!

Quiseram nos fazer metades, nos ensinaram que precisávamos de um complemento, rebeldes como bons jovens que somos, remamos contra a maré e nos fizemos inteiros, juntos descobrimos que melhor que metades é juntar dois inteiros.

Eles ainda se assustam quando digo que não sei a senha das suas redes sociais, e ficam estupefatos por eu não ligar de ter esquecido meu celular contigo. Um amor livre como o nosso assusta, causa espanto, e muitos até dizem, que somos loucos, tanta liberdade só acaba mal.

Eles não entendem a poesia do nosso amor, porque assim como o beija-flor ela não foi criada dentro de uma mini-jaula, não podamos os nossos afetos, não reprimimos as nossas vontades, apenas demos asas a esse sentimento gostoso que nos junta, mas não nos amarra.

Temos todos os motivos para ir embora, mas ficamos porque maior que eles é a nossa vontade de ficar. Não há posse, somos pessoas e não propriedade. Se sentimos ciúmes? Sim, de vez em quando um charminho, um dengo ali outro acolá. Entenda que entre o ciúme e o ciúme possessivo existe um abismo que nunca ousamos atravessar.

Somos inteiros aprendendo a fazer imperfeição juntos, sonhando um dia de cada vez, ouvindo Cássia Eller, talvez ainda sejamos garotinhos aprendendo a amar.

Entre flores e abraços, nosso amor é aos poucos celebrado. O que os outros não sabem e não conseguem entender é que o nosso amor resiste porque ele é simples, pelo simples fato de ser.

Podemos voar para onde quisermos, mas decidimos que voar um ao lado do outro é o melhor presente que a vida poderia ter nos dado.

Joanderson Oliveira