Foi um amor de quinze dias


Era um amor louco e fora de hora, era um amor doido e irracional, era tudo aquilo que diziam que não podia ser, era amor de causar arrepios e foi até onde teve que ser. Era amor de momento, chegada e partida, eram episódios de dias incomuns que não tinham nada de calmaria.

Era uma mistura de desejo e muito tesão, parecíamos crianças brincando sem preocupação. Não queríamos uma definição, não tínhamos tempo para pensarmos sobre o que estávamos vivendo, só sabíamos que precisávamos viver tudo aquilo, até a última gota, sem medo, limites ou pudores.

Naquelas férias nos amamos ao que pareceu uma eternidade de dias ainda que limitados, decidimos que aqueles quinze dias seriam o bastante, não iríamos ligar, para não estragar o amor de cinema que desfrutamos naqueles fins de tarde, olhando o vento balançar as flores naquele jardim que testemunhou nossas travessuras tão gostosas.

Não fizemos planos, não cobramos nada um do outro, não fizemos promessas vazias ou planos mirabolantes, decidimos ser eternos um para o outro, uma eternidade que só merecia ser lembrada com muita alegria, sem brigas, sem discussões... apenas nos prometemos lembrar a finitude daqueles dias numerados.

Nos tornamos a lembrança de um momento aqui eternizado. Você atravessou no meu caminho e me ensinou que alguns amores não vão durar a vida toda, eles existem apenas em um número limitados de dias, eles nos deixam fora de órbita, não são amores do "para sempre", são aventuras que apimentam a vida e a deixam mais gostosa de ser vivida.

São boas recordações de um momento leve e descontraído. Naqueles quinze dias construímos memórias e decidimos que lembraríamos para sempre um do outro com muito carinho. Não lamentaríamos a partida, mas torceríamos para um dia nos cruzarmos no meio da rua, em algum caminho, assim por acaso, coincidência, nada marcado.

Foi um amor de quinze dias, mas pareceu uma eternidade!

Joanderson Oliveira


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