Aquele amorzinho de cinema


A gente sempre idealiza e planeja o futuro, sonhamos, traçamos metas e muitas vezes delineamos o amor que queremos encontrar, nada novo ou anormal até ai. Em um mundo perfeito a pessoa é atenciosa, sempre presente, rir das suas piadas, (isso claro se você gosta de coisas assim, caso não faça as alterações necessárias), é exatamente como sonhamos, a verdadeira perfeição, mesmo que saibamos que pessoas perfeitas não existem.

Até que um dia nos apaixonamos de verdade. E ai, tudo muda, quase nada é como esperamos e entre a realidade e o sonho um abismo parece se propagar. De repente você está apaixonado pela pessoa mais desatenciosa que se quer sonhou em conhecer, mas que sempre vem te ver com um sorriso no rosto e um monte de beijos que te fazem sorrir e relevar, esse (quase pequeno) detalhe.

Você escreve um texto todo empolgado falando da importância que essa pessoa representa em sua vida e ela não é muito apegada a palavras, demora a responder no wahtsapp, não gosta de ler, e embora já tenha ouvido várias vezes que os opostos se atraem, você acha que isso beira ao absurdo, ninguém se apaixona por alguém tão diferente assim, exceto você claro, que embora negue está completamente apaixonado.

De repente aquele amorzinho de cinema, onde o pedido de namoro foi feito no lugar dos seus sonhos, onde o primeiro beijo te deixou sem ar, onde pássaros cantam quando vocês se abraçam é aos poucos deixado de lado. Você tem a realidade, nada mais que isso.

E a realidade tem sua beleza de uma forma tão genuína que nem mesmo o mais belo filme de Hollywood pode representar. Ele não é a pessoa que você sonhou, não é o cara idealizado, ela não é aquela mocinha que você esperava, são pessoas, vivas, diferentes, singulares, encantadoras, e é isso que é o mais gostoso.

Ele é aquele que segura a mão dela sempre que ela tem medo ou está triste e aperta forte. Ela gosta de textão, para ele um olhar basta. Ela gosta dos clichês, ele só quer um filmezinho em um domingo a tarde, os pés juntos do seu e muita pipoca, refrigerante e chocolate.

Ela não gosta de receber flores, ele insiste em mandá-las. Ela detesta declarações em público e tudo que beira o exagero, e ele deveria se chamar o Sr. Excesso.

Eles são os imperfeitos que aprenderam a fazer perfeição juntos. Porque quando se trata de amor, não basta ser o de cinema, tem que ser o da vida real, que é tão gostoso quanto e a gente as vezes não lembra.

Joanderson Oliveira

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