Alguns infinitos são maiores que outros


Não dá para escolher se você
vai ou não se ferir neste mundo, meu velho,
mas é possível escolher quem vai feri-lo.
Eu aceito as minhas escolhas.
(A Culpa é das Estrelas - John Green)

Essa semana resolvi reler alguns livros que tem um significado especial para mim, ao terminar de reler o A Culpa é das Estrelas, fiquei pensando em como "alguns infinitos são maiores que outros" suspirei e lembrei que aprendi com o Gus que devemos "aceitar as nossas escolhas" e assim como a Hazel eu aceito as minhas.

As vezes em que me apaixonei e construí um mundo de possibilidades dentro de um pequeno infinito não foram em vão, foram reais e sinceras, elas deram certo até onde tinham que dá, e como já dito "alguns infinitos são [de fato] maiores que outros" e aceitar isso é o primeiro passo para ser feliz.

Aceitar que nem tudo está no nosso controle, aceitar que nem sempre o amor vem acompanhado de reciprocidade, aceitar que embora queiramos um número de infinitos maiores com algumas pessoas, por razões que desconhecemos esse número não vêm, não acontece, aceitar que não há culpados nesses casos, (exceto as estrelas, talvez a culpa seja mesmo delas) é o caminho para uma maturidade que nos faz tanto bem.

Em dias como hoje olho para o céu e me imagino vivendo um amor leve, em uma casa com cheiro e sabor de aconchego, trocando sorrisos, beijos, abraços e construindo pequenos infinitos, coisas simples mas que de tão gostosas se tornam extraordinárias.

Espero que meus pequenos infinitos se realizem, porque eu escolhi esse amor que se entrega, que se joga e eu sei que posso cair, às vezes até me arrebentar todo, esse é o risco que assola todos os mortais. O amor deixa marcas, aceite isso, aprenda com as cicatrizes, elas são a lembrança pelo que vale a pena lutar.

Quando a gente aceita as próprias escolhas não fica buscando culpados, a gente entende que viveu, que sentiu e essa talvez seja a magia da vida. Dores são inevitáveis e como o Gus me ensinou "a dor precisa ser sentida".

Nada é pior do que passar a vida sem sentir nada, por isso eu me permito viver e mergulhar nas emoções e mares de amor que encontro no caminho, sempre com os dedos cruzados torcendo para não mergulhar em pessoas rasas demais para o oceano de amor que trago no peito.

Em suma, somos covardes às vezes, falamos tanto de amor mas não nos dispomos a amar. Nos vestimos de medo e incertezas e recuamos sempre que o amor nos acena ainda que distante. Hoje porém abro os braços e me lanço nesse grande infinito que chamamos de amor.

Okay?

Joanderson Oliveira