E assim caminha a humanidade


As notícias parecem ser sempre as mesmas. Brigas, mortes, assaltos... a descrença no outro parece ganhar força e cada vez mais espaço. O preconceito nas suas variadas esferas anda cada vez mais maquiado. Tem-se muito mais o discurso do politicamente correto, do que de fato o respeito as diferenças.


Esqueceram os bons afetos, os afagos e nem se fala mais em abraço. Querem poder, lutam por coisas banais, brigam e matam em nome da religião, talvez achem que isso seja um processo de santificação. Parecem que esqueceram a mensagem de amor e paz que todas as religiões pregam (ou pelo menos deveriam pregar, na verdade não apenas pregar, mais viver, praticar).

Estamos aprendendo a ser egoístas, individualistas. E eu me pergunto onde vamos parar com tudo isso?!

Um amigo me disse certa vez que "assim caminha a humanidade".

Porém, e ainda bem que sempre temos um porém...

No meio de tudo isso não podemos esquecer que existem outros caminhos possíveis.

As flores ainda florescem, os pássaros ainda rasgam o céu ao que parece proclamando esperança. A vida parece gritar quando um bebê nasce que podemos muitos mais do que isso.

E o amor perpassa todos esses espaços. Porque se alguém nos fere ainda existem os que consolem. Ainda temos as mãos cheias de pedras que nos apedrejam, mas temos os abraços de quem nos ama dizendo que somos fortes.

Não podemos negar os fatos que nos cercam, mas não dá apenas para afirma que "é assim que caminha a humanidade" e seguirmos o mesmo caminho que essa tal "humanidade". Fazer outro percurso ainda é uma possibilidade.

Espalhar amor, afeto, afago, compreensão, embora pareça um papo chato (para algumas pessoas), ainda é (na minha opinião) uma grande solução. Olhar o outro, se colocar no lugar dele, sentir de fato sua dor, ser amigo.

Podemos mais quando entendemos que não precisamos ser um bando de "maria vai com as outras". Pequenas revoluções, feitas naquilo que somos potentes podem ter resultados muito significativos.

Joanderson Oliveira