O grito do meu silêncio


Que os dias passem... e que eu aprenda que nem sempre a vida vai ser um mar de rosas, mas que eu não cruze os braços diante disso e aprenda que dias melhores sempre virão.

Que a tristeza seja breve, que a dor que vir se alegre e que meu sorriso permaneça no lugar.

Que eu entenda que nem todo fim é realmente um final, às vezes ele é um novo começo.

Que eu não me desespere e que acima de tudo eu não me perca, (nem a mim, nem a minha fé).

Que eu não esqueça de respeitar as diferenças, que eu não esqueça que eu sou diferente e que isso é perfeitamente normal.

Que eu compreenda (sinta) a tristeza do outro e a respeite. Não conheço seus passos, suas lágrimas nem suas dores. Não posso e não devo jugá-lo!

Que eu não tenha medo de amar, de me entregar e viver intensamente.

Que as lágrimas venham e desçam... afinal também se chora de alegria, mas se for de tristeza que elas desçam também... dizem que deixa-las sair alivia... (talvez eu concorde com isso).

Que eu ame e cuide dos que me são queridos, que eu cultive e espalhe o amor por onde eu passar. Que essa seja a marca do meu caminhar!

Que eu me ponha no colo e me perdoe todos os dias, que eu entenda minhas fraquezas, minhas limitações e que eu não esqueça que estou longe da perfeição. Que eu me veja nu, sem capas, peles ou roupas, apenas a essência, essa coisa de ser quem sou, afinal cada um tem um jeito, o meu talvez seja "meio louco", mesmo a minha parte detestável, como diria Matthew Quick, em 'O Lado Bom da Vida', [...] "sempre haverá uma parte de mim que será detestável. Mas eu gosto disso".

Joanderson Oliveira