Não se engane


Não pense que sou o tempo todo uma pessoa romântica, sempre amorosa e cheia de demonstrações de afeto, eu não sou o tempo todo assim. Não me entenda mal, eu sou romântico sim (ou não, isso pode ser relativo rss), mas esse é apenas um dos meus lados, não me resumo a isso.

Tenho lá meus dissabores, meus dias de mau humor, de falta de paciência, meus dias de solidão, de reclusão. Às vezes preciso desse momento 'eu e eu' entende? Para pensar, refletir, escrever ou simplesmente não fazer nada, ficar apenas sozinho, muito embora isso seja por pouco tempo, preciso voltar para os meus (se é que me entende...)

Nesse complexo ser intitulado "eu" a um conjunto de constantes que me dão vida sabe? Se encontram e se unem dando sentido a minha essência.

Tenho minhas manias, minhas revoltas... meus momentos de euforia e de extrema alegria, dizem que sou bipolar (eu não tenho muito certeza, mas enfim, dizem rss). O que se for parar para pensarmos quase todo mundo tem dessas coisas.

O que acontece é que eu não sou uma pessoa constante, eu tenho meu momento para cada coisa, e meus espaços onde cada "eu" se torna mais potente. Quando escrevo vem a tona o meu eu mais secreto, que sente, sofre, ama, tudo nos extremos... as palavras vão se encontrando e me revelando além do que qualquer definição possa revelar.

Tenho meus momentos de descontração, meus momentos de fé e de adoração... e para mim isso é muito normal, eu entendo que somos potentes dentro de nossas possibilidades e esses "eu's" vem de encontro a mim conforme as minhas emoções e o que estou sentindo em cada momento.

E talvez você esteja se perguntando o porque de todo esse discurso, dessa conversa vagarosa que parece não vai chegar  a lugar nenhum.

É que hoje me perguntaram se eu sou assim mesmo, se acredito nas coisas que escrevo, se consigo trazer meus textos para a minha realidade. Bom, sim eu acredito nas coisas que escrevo, e as escrevo exatamente por esse motivo, porque para mim elas são reais, e fazem sentido.

Isso não significa que eu seja perfeito, que eu não erre, ou que eu viva o tempo todo falando sobre amor. Sou muito mais do que as  crônicas que escrevo, minhas crônicas são fragmentos de mim, que estão em uma constante construção, elas tem muito de mim, da minha essência, sim, isso é fato, mas elas não são uma biografia. Elas passeiam por minha realidade e a minha realidade perpassa cada uma delas.

Talvez você me encontre na rua e eu vá está brincando com algum amigo, rindo por alguma piada idiota, falando bobagens e esperando o tempo passar. Eu não vivo o tempo todo a filosofar (se é que em algum momento eu faço isso, para ser sincero nem entendo bem isso de filosofar), eu escrevo a partir de mim e vou além desse "eu" que está se construindo.

Não me defina por um momento isolado, na verdade não me defina em momento nenhum, me dê a mão, vem comigo, vamos dá um passeio e descubra quem eu sou, não me defina, não me limite, eu posso te surpreender, (positivamente, espero). 

Para finalizar, só peço que você não esqueça que o amor é o sentimento mais foda do mundo, nada supera ele, eu escrevo na maioria das vezes sobre ele porque ele é a única coisa constante nessa minha complexidade de ser. Não duvide disso!

E sobre quem eu sou, sabe?!, não me dê rótulos,  eu não preciso deles... estou além disso tudo, sou a pessoa que vai se construindo a cada dia, sou o encontro dos meus sonhos, das alegrias e das frustrações. Sou a soma dos meus desejos, dos meus anseios e de minhas vontades mais loucas e insanas e se você quiser descobrir quem eu sou vem dar uma volta comigo, e vamos falar de coisas banais ou das mais importantes. Ou vamos simplesmente falar de amor. (Ou fazer, afinal é melhor que falar...)

Joanderson Oliveira