Um grande talvez


"...O que eu quero é colorir seu mundo
fazer você feliz
tornar isso profundo
o que eu sempre quis
você me faz tão bem!"

Ele então fechou os olhos e imaginou um mundo de possibilidades, criou sonhos, lugares, pessoas, acrescentou vírgulas, desfez certezas e se permitiu sentir, ficou calado, não fez barulho, apenas escutou. Escutou o amor que chegou de forma suave, mas arrebatadora, estremecendo todo o seu corpo, lhe dizendo segredos ao pé do ouvido, sussurrando baixinho mas com muita firmeza: "-Não deixe de acreditar em mim, eu sou real!"

Ele então sorriu de orelha a orelha e contemplou seu mundo de possibilidades, naquele momento era ele e seu mundo, e ali tudo fazia (faz) sentido. Seu único desejo era descobrir qual porta abrir para que aquele mundo (cheio de cores) deixasse de ser apenas seu, mas que fosse compartilhado.

Ele fechou os olhos mais uma vez, se sentiu completo... sentiu o pulsar do seu coração e naquele momento foi como se a resposta para sua pergunta fosse gritada pelas vibrações do seu corpo, e o amor apenas a lhe dizer: "-Estou chegando!"

Uns o chamam de louco, outros dizem que ele vive em mundo de sonhos absurdos, ele só sabe o que sente, e ele sente o amor da cabeça aos pés.

Uma coisa ele sabe, os pincéis e tintas já estão prontos e preparados para colorir o mundo que dizem ser tão diferente do seu.

Ele não pode negar o que sente, ele não pode calar o que lhe é tão intrínseco, porque para ele todas essas emoções, sonhos e sensações são muito naturais.

Ele não tem medo de está errado, ele tem medo é de fazer como a maioria e nem ao menos tentar, ele é diferente, ele prefere arriscar!

Naquele momento ele abriu os olhos, sorriu... e teve certeza que ainda vai viver um grande talvez.

Joanderson Oliveira