Uma visita indesejada


"Faz da tristeza confete, joga pro ar e deixa o vento leve..."
-Caio Augusto Leite

E do nada ela chega... sem ser convidada, sem mandar aviso prévio. Chega querendo tomar todos os espaços. Você explica que ela não é bem vinda e que não há espaço para ela.

Você foge, diz não, finge que não tá vendo ela se aproximar, resolve dar um gelo nela para ver se ela vai embora, mas ela é insistente e persistente.

Ela... é a tristeza!

Que vez ou outra resolve fazer uma visita (como se você sentisse saudades dela), aquele tipo de visita chata, que você não ver a hora dela ir embora.

Às vezes ela vem com motivos, às vezes sem motivos (pelo menos aparentemente, afinal lá no fundo sempre tem um porque).

Mas, como toda visita indesejada, arrumamos uma desculpa, dizemos que estamos ocupados e mandamos ela embora.

A gente muitas vezes esquece que a felicidade acontece na simplicidade da vida, ela começa quando estamos perto de quem nos faz bem. O bom da vida é dar aquela risada gostosa (que chega doer a barriga) quando estamos perto de pessoas que nos alegram a alma, nos transmitem paz e alegria.

É bem verdade que assim como o amor a felicidade precisa começar em nós. Às vezes nos sentimos sozinhos, mesmo estando em meio a uma multidão e talvez nesses momentos seja a hora de fazermos uma faxina interna, é preciso tirar a poeira antiga, as coisas quebradas, deixar para traz o que nos prende o presente e impede o nosso futuro.

Mudar a ordem das coisas, fazer algo que provoque alguma mudança. Se permitir cicatrizar feridas antigas, que de tanto mexermos nelas, elas ainda estão abertas. Viver cada dia como se fosse o último! Amar como se não houvesse amanhã. Ser feliz, ser potente, ser guerreiro, ser diferente!

É hora de fechar a porta para as visitas indesejadas, abrir uma parêntese no meio dar dor e convidar a alegria para fazer morada!

E não, isso não é um texto de auto-ajuda, não o entenda dessa forma, (não faz parte dos gêneros literários que gosto), esse é apenas um texto, mais uma crônica que traz alguns desejos da minha alma, fugir da dor, esquecer a tristeza...

Esse não é um texto de auto-ajuda, é um crônica da vida! Sou eu, (e talvez você) lutando a cada dia!

Joanderson Oliveira