Já me disseram


Já me disseram que o amor não é importante e que nos dias atuais ele nem existe mais, que já foi extinto pela ganância, soberba e outros sentimentos mesquinhos.

Já me disseram que devemos escolher com quem vamos compartilhar a nossa vida pelo que o outro tem e não pelo o que ele é, (essência? não, nesse caso ela não tem importância) tudo não passa de um investimento.

Já me disseram que essa história de amor é besteira, que é algo que existe apenas em contos de fadas.

Já me disseram que o amor não passa de uma piada.

Já me disseram que sou um tolo, um bobo, e que a realidade é que na vida real o amor está fora de moda.

Já me disseram...

Bom, me desculpem aos que já me disseram todas essas coisas. Eu não consigo e não posso concordar com isso. Sabe por quê?

Porque, se o amor não existe me explique porque eu o sinto correndo pelas minhas veias, inundando meu coração, gritando dentro de mim o quanto ele é real?!

Não, ele não é besteira. Ele é puro e desinteressado. O amor nos deixa marcas, às vezes boas, às vezes cicatrizes (sim, cicatrizes para que possamos compreender que nem sempre as coisas irão sair da maneira que queremos).

Amar é não ter certeza de nada e ao mesmo tempo ter certeza de tudo!

Aos que já me disseram tantas coisas, eu digo apenas que amem, se permitam sentir as maravilhas e as loucuras do amor.

Não, não me peçam para explicar o amor, pois amar excede qualquer entendimento. O que eu sei é que o meu coração é um labirinto que ainda não encontrei a saída, e nele há tanta coisa, muitas delas ainda não entendo o que eu sei é que amar é o destino dele.

E nesse caminho às vezes caio e vejo meus pedaços no chão! E sabe?! Nem sempre sei como junta-los de novo, dizem que nem tudo pode ser concertado... e talvez (apenas talvez) isso seja verdade.

Mas os pedaços que não consigo juntar de novo, eles ganham nova forma, se tornam um novo eu, com um novo aprendizado... com uma nova cicatriz.

E tudo isso só me mostra que o amor é a força mais poderosa do mundo. Eu não falo de teorias, eu falo daquilo que sinto, daquilo que me inspira, do centro da minha escrita, do cenário das minhas crônicas, eu falo do amor que é real (pelo menos para mim). E não importa o que já me disseram ou o que ainda vão me dizer, a grande verdade é que o amor existe e ele que da colorido aos nossos dias acinzentados.

Joanderson Oliveira