Reciprocidade


R-E-C-I-P-R-O-C-I-D-A-D-E

É pedir muito?

Não, não é! Isso é o mínimo que se pode receber do outro.

Porque a grande verdade é que damos o amor que queremos receber. Mas ele nem sempre vem. E eu sei que cada um tem seu jeito e sua forma de amar, eu compreendo isso perfeitamente.

O que eu não compreendo é o descaso sabe, do não valorizar, do não demonstrar para o outro que ele é importante. Muito embora talvez a resposta para isso seja bem simples, não se pode demostrar o que não se sente, não se pode dar o que não se tem.

Bom, mas o fato é que queremos ser admirados por quem amamos, nos sentir AMADOS. Queremos ser importantes para a pessoa amada, exclusivos. Entende?

Anne Frank, disse em seu diário que: "A gente pode estar sozinho mesmo quando é amado por muitas pessoas, quando não é o "único amor" de ninguém".

E eu concordo com a frase. É bom se sentir importante, e único. O único amor de alguém.

Isso faz toda diferença. Você saber que tem para onde voltar quando se perder, se desencontrar. Saber que alguém ama você com exclusividade.

Parece egoísmo, mas não é!

O que queremos é de volta o amor que damos, (me refiro aqueles que amam, com A maiúsculo). Amar de verdade. Não no sentido de propriedade, mas no sentido de se completar. O encaixe perfeito de dois corações.

Porque o amor é uma via de mão dupla. Quando se ama sozinho o amor fica frágil a ponto de quebrar e acredite causa muita dor.

E eu odeio sentir dor!

Joanderson Oliveira