Vivo nos extremos!



E como diz Clarissa: "Não, não queria ser eu. De vez em quando arde".


Sou o que pode-se chamar de pessoa impulsiva. Eu devia refletir mais sobre minhas ações, eu sei que devia, mas nunca faço isso.


Além de ser impulsivo, tenho o "dom" de sentir as coisas demais. Deixe eu explicar melhor... tudo o que me alegra, me alegra muito, porém o que me machuca, me machuca muito.


Não tenho meio termos. Tenho extremos! E vivo neles.

O que para a maioria das pessoas não significa nada, para mim é tudo.

Quanto mais o tempo passa mas eu começo a acreditar que tenho uma forma de pensar no mínimo muito diferente do que a maioria das pessoas, e as vezes me pergunto se só eu sou assim? (rss)

O que me faz lembrar de algumas pessoas que conheço e que sabem bem do que eu tô falando, que entendem o que é essa tal sensibilidade a flor da pele e essa impulsividade que aparece quando quer e nem pede licença. Que assim como eu sentem demais.


E falando nisso, só por um dia eu queria ser como todo mundo (ou pelo menos como a maioria das pessoas) só para saber como é.


Mas ai paro e penso na bobagem que acabei de dizer! Volto atrás, sim imediatamente...

Não quero ser igual a ninguém.

Quero ser eu!


Impulsivo. Sentimental. Bobo. Com todo o meu pacote de defeitos e minha forma sonhadora de ver a vida. E não importa quantas vezes forem necessárias me refazer, juntar os cacos e começar tudo de novo, eu faço. Por mais que o SENTIR doa, ele também faz um bem danado. Como diz, Clarice Lispector: "Nos piores momentos lembre-se: quem é capaz de sofrer intensamente também pode ser capaz de intensa alegria".


Quero continuar assim, vivendo nos extremos.

Por mais que provoquem cicatrizes eu não ligo. Elas são marcas do que vivi, do que me permiti sentir, do quanto amei...

Essa é a minha essência, esse é o meu jeito...

Parece louco, meio bobo... mas é meu, sou eu.

Joanderson Oliveira