Não, eu não gosto de esperar


Você já ficou esperando a ligação de alguém? Não qualquer pessoa.
Alguém importante para você...

Pois é...

Ai você olha para o celular a cada cinco minutos, já é madrugada e o telefone não toca, seu sono não chega, mas a vontade de conversar com a tal pessoa só aumenta.

Então você pensa: "vou ligar". Mas ai você lembra que sempre é você quem liga e acha melhor esperar... não quer ser chato, inconveniente ou um pé no saco.

02h00 da manhã.

O telefone não tocou. Você ainda olha para o teto e percebe que ficou todo esse tempo esperando... esperando.

A saudade aperta, o coração dói, e você se sente muito bobo por ter desejos e sentimentos tão clichês.

Mas são seus sentimentos, e não eles não são bobos! São reais. E isso faz toda a diferença.

Permita-me dizer...

Não gosto de esperar!

Se esperar for uma virtude, garanto que nasci sem ela.

Sou a ansiedade em pessoa. Quero que as coisas aconteçam logo, sem precisar ficar esperando. A espera, às vezes machuca, incomoda... e isso é muito ruim. Mas a espera produz aprendizado, nos permite refletir e compreender melhor as coisas, isso é um fato.

Nem tudo acontece como esperamos. É preciso aprender a lidar com isso. Tudo tem um porque... como diria John Green, em A Culpa é das Estrelas: "a dor precisa ser sentida". Afinal, como iriamos saber o que é alegria.

Ou seja, precisamos esperar. Para enfim podermos ter a satisfação da chegada, de finalmente ter aquilo que é tão desejado.

A espera é mesmo bonita e dolorida. Bonita porque você vai esperando e percebe que já não quer mais o que antes você queria, porque esse tempo que você ficou esperando serviu para você perceber que quer algo mais, outra coisa. Você mudou. Mudanças são sempre necessárias, e normalmente elas acontecem em momentos de dor.

...e sobre a espera ser dolorida! É porque esperar não é fácil. Repito, não nasci com essa virtude. Estou aprendendo a esperar.

Nossa acabo de perceber que fugi da história da ligação esperada! Melhor deixar para outro momento, outra crônica... quem sabe eu conto.

Joanderson Oliveira